Inicialmente, pela concisão com que os tópicos são abordados. O roteiro, palavra um tanto deslocada neste meio, privilegia uma descoberta gradual do modo como operam os palhaços que rondam as salas e os corredores juntos às crianças com câncer. Cenas didáticas são contrapostas a depoimentos dados em condições sempre diferenciadas; um dos palhaços relata suas experiências dirigindo seu carro, outro está sobre sua bicicleta, e uma terceira bucolicamente amamenta sua criança enquanto conta suas impressões.
Dos depoimentos surgem sacadas interessantes, que conectam a atividade dos palhaços a diversos campos do saber, e, principalmente a uma ciência onde percepção e improviso são imprescindíveis. O equilíbrio entre a tensão do ambiente hospitalar e a intervenção lúdica dos seres maquiados está sempre se arriscando, mas se mantém, graças à eficiente compilação, onde não faltam anedotas divertidíssimas, como a do gnomo Davi, protagonista de situações que apenas uma clássica comédia de erros poderia apresentar.
Distante da pieguice açucarada de um filme como Patch Adams, Doutores da Alegria comove e conscientiza na mesma medida. Incômoda, entretanto, é a questão que me restou: não seria um sinal, do tipo bíblico e catastrófico, tantas crianças estarem com câncer?



Informe URGENTE!
Existe um sujeito estranho circulando pelo CIC, alguns o nomeariam como tarado.
Eu explico. Com apenas um golpe certeiro e estratégico ele arranca a roupa das pessoas friamente. Suspeita-se que seja algum distúrbio psÃquico, mas muitos garantem que não passa de um desavergonhado.