William Faulkner: A Mansão

Ao fechar a trilogia da família Snopes com A Mansão, William Faulkner fecha um longo ciclo em sua própria obra. O período de tempo abrangido por este volume é de quase quatro décadas, e Faulkner exercita diversas facetas aqui.
Alguns capítulos são escritos por alguns dos personagens, recurso já utilizado em Enquanto Agonizo, e outros vêm diretamente pela voz do narrador. A gênese deste romance foi demorada, e o um prefácio do próprio Faulkner faz um alerta a possíveis incongruências.
A âncora que prende o texto à produção passada do escritor é o condado de Yoknapatawpha, cujo nome inpronunciável denuncia sua imaterialidade, mas reforça seu significado. A visão crítica sobre a situação dos negros no Mississipi, forte em O Intruso, tem pouco espaço aqui, o que denota um Faulkner de fornada mais recente. Existe a nostalgia de uma terra que havia sido desolada há pouco, com em O Urso, mas agora é apenas um eco de uma lástima: o rural é um arremedo da cultura agrária, e se mescla aos espaços pseudo-urbanos como Jefferson. Read more…


Cidade de Deus, revisto agora, mostra algumas fragilidades. A direção de não-atores, que o 






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