Osama e Cidade de Deus
Devido a circunstâncias bem azucrinantes de ordem médica, estou recolhido em casa. Uma vez ilhado, ataquei a pilha de livros na prateleira, e, nos intervalos, tenho visto alguns filmes que ficam em outra estante.

Na manhã de quarta-feira, fui de Osama, um exemplar de cinema afegão. Um tanto ingênuo em sua realização, como seria de se esperar em um país sem nenhuma tradição no assunto, o filme tem os méritos óbvios ao denunciar uma situação que os ocidentais não gostam de ver. O que interessa, principalmente ao povo europeu, é o petróleo que se esconde na Ásia, e que poderia passar em oleodutos através das terras afegãs.
O filme é triste, na linha e na intensidade que podemos conferir em Tartarugas Podem Voar, o que poderia definir alguns parâmetros do cinema de países orientais e predominantemente muçulmanos. Desde os primeiros minutos da película, quando as mulheres se insurgem contra as arbitrariedades do talebã, o espectador sabe que nenhum destino será minimamente razoável ou aceitável
Naipaul escreveu sobre o islamismo em países não-árabes, e é um bom complemento a este e outros filmes na mesma temática.
Cidade de Deus, revisto agora, mostra algumas fragilidades. A direção de não-atores, que o Meireles parecia dominar, não era tão boa assim. Nada que inviabilize a fruição deste bom filme, que ainda tem o mérito de ter definido um divisor de águas no cinema nacional. Meireles, por sua vez, cresceu horrores como diretor, então a perspectiva muda de plano.
Nesta segunda passada, saltou à minha vista o destino semelhante de dois bandidos gente-boa. Cabeleira e Bené. Eles Read more…








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