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A Vergonha Alheia

Sofro de constrangimento alheio, ou seja, fico envergonhado quando alguma pessoa paga algum mico. Mesmo que eu não conheça a pessoa. Mesmo que ela própria não se sinta envergonhada. No caso dos modelos das propagandas de uma certa fábrica de sorvetes, eles sentirão vergonha no futuro, quando forem confrontados com as piadas cruéis que este tipo de situação suscita. Talvez sejam impedidos de concorrer a cargos políticos relevantes. Imagina o medo de um candidato a síndico, temendo ser surpreendido, por um concorrente ou detrator e a qualquer momento, com imagens retiradas do arquivo infame da publicidade mambembe. Read more…
Peter Docter: Up

Tive poucas experiências em cinema com recurso 3D. Especificamente, foram duas. A primeira se deu com a terceira parte de Era do Gelo, onde a franquia mostra que está perdendo fôlego: as repetidas citações e as repetitivas correrias, sem falar na excessiva exposição de Scrat, aproveitam-se das possibilidades da profundidade expandida para evitar o fato de que não há muitos caminhos por onde levar Sid, Diego e Manny.
Observando a turba presente na exibição, reparei que existe uma disparidade considerável entre a expectativa do freqüentador de cinema de xópis e o que o cinema tridimensional efetivamente entrega. As reclamações são explicitadas em diversos formatos, mas o conteúdo é o mesmo: as pessoas entram no cinema esperando mirabolantes sensações, com objetos do filme atravessando o espaço ao seu redor, uma espécie de mergulho ou imersão dentro da realidade virtual, e tudo que recebe é uma maior noção de profundidade, se comparada com a projeção convencional. Read more…
Missô

Descobri o missoshiro através de um equívoco no pedido de um prato no restaurante Sushiyama, quando este ainda se localizava de um hotel no Canto da Lagoa. Bela vista, belo local. Imaginem qual não foi minha surpresa ao ver o garçom me servir aquela tigelinha de, uhm, sopa? Cebolinha e tofu se esgueiravam no meio do líquido em tons de marrom, e, para dissipar qualquer suspeita sobre minha óbvia jequice, pus-me a devorar a iguaria com ares de entendido. Assim, eu, que nunca fui de gostar de sopas e caldos, adquiri o costume de pedir este prato quando de minhas incursões a restaurantes japoneses. Read more…
Descartes no Clube

A piscina é um espaço cartesiano por excelência, e talvez, por conceito.
Seu formato é retangular, cuja perfeição depende menos da intenção de seus projetistas do que da boa vontade dos seus executores. Read more…
12.07.2009: Tangos e Tragédias

Deve ser a quarta vez que vejo o espetáculo Tangos e Tragédias, e já falei sobre isso, com alguma propriedade, aqui. Ainda que não haja novidade, há diversão, ainda que os esquetes sejam os mesmos. A repetição, entretanto, atenua o impacto, e permite que a mente devaneie pelos aspectos periféricos do espetáculo, como tratarei a seguir. Read more…
O Silêncio dos Culpados

Quinta-feira, dia 11 de junho do ano corrente, foi um dia frio e ensolarado, como a maior parte dos dias daquela semana. Era feriado, Corpus Christi, mas também era o primeiro dia das minhas atuais férias e o dia em que meu pai completava 49 anos. 49, sete ao quadrado, deve fazer sentido para místicos e para engenheiros, acabo de pensar. Read more…
Cão Terapia

Durante toda minha vida tive cachorros ao meu redor. Desenvolvi um carinho especial por eles, e sempre me parte o coração vê-los pelas ruas, maltratados e abandonados. Felizmente este panorama tem mudado com o esforço de organizações de proteção aos animais, e pela preocupação de algumas prefeituras com o problemas das zoonoses. Read more…
Renato Turnes: Ângelo, o Coveiro

Ontem tivemos, eu e a Maricota, o prazer de assistir à primeira exibição do novo filme estrelado por nosso amigo Renato Turnes, e produzido pela Vinil Filmes. Falar das criações de amigos é um terreno em qual raramente me aventuro, mas a película, que atende por Ângelo, o Coveiro, me divertiu sobremaneira, deixando-me à vontade para falar dela por um viés mais trivial. Read more…
Coletivo Inoperante
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Florianópolis acordou hoje com mais uma greve de ônibus. O roteiro já é bem conhecido, típico de uma greve de patrões: os motoristas e cobradores param o serviço, a população sofre, a imprensa executa seu metiê burocrático e chapa-branca de sempre, e logo surge um acordo redentor onde o usuário se ferra em dois sentidos: a passagem aumenta de valor, ou a prefeitura assume pagar parte do pato, usando o dinheiro do contribuinte para manter a remuneração dos já bem abastados empresários. Read more…

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