Arquivar

Posts Etiquetados ‘Mau Humor’

Unhappy Birthday

29.06.2009 gilvas 11 comentários

Completei trinta e cinco anos neste mês. Apesar de não ser uma idade adequada ao completo desenvolvimento da rabujice, os sintomas já são notáveis. Na verdade, eles já eram bastante salientes durante a fase final da adolescência, e aniversários eram datas complicadas de tratar. Read more…

Ciclovias

Os problemas de trânsito em Florianópolis começaram a preocupar algumas das cabeças postadas em cargos políticos na prefeitura, aparentemente. Surgem em alguns pontos obras e propostas, mas surpresa que é bom, nada. As tais cabeças devem ser ocas, e tudo o que se faz é com o intuito de adequar aparências. Read more…

When I Am King

07.02.2008 gilvas 1 comentário

When I am king, you will be first against the wall é o que canta Thom Yorke, a belíssima voz do olho torto, em Paranoid Android, e ele fala com o pequeno demônio mandão presente em cada um de nós. Como quase todas as pessoas normais, eu tenho tendências totalitárias, mesmo que o leitor não concorde com, ou solicite um nivelamento na conceituação de “pessoas normais” aplicável especificamente a este texto. Read more…

Males de Final de Ano

03.01.2007 gilvas 1 comentário
fireworksm.JPG

Este final de ano foi atípico: quando me dei conta, já estava na véspera do Natal, e, vupt, logo era Ano Novo. Sem expectativas dos horrores típicos desta época do ano, sem aquela percepção de que o Grande Sorvete Universal na Testa estivesse pairando sobre nossas cabeças. Ou testas, vai saber… Read more…

Benoît Jacquot: À Tout de Suite

21.09.2006 gilvas 6 comentários
se mata, sua chata!

Diz o descritivo do Cine Clube Desterro, traduzido de um site francês:

Paris. Meados dos anos 70. Quando Lili desliga o telefone, depois de ouvir o seu amado dizer “Vamos já para aí”, ela sabe, no fundo do coração, aquilo que nunca antes tinha enfrentado: este homem que ela ama, o “príncipe” de parte nenhuma, é um bandido. Ele acaba de assaltar um banco e um homem foi morto. Ela tem 19 anos. É uma jovem estudante de arte. De um momento para o outro, como que sonhando acordada, ela troca o conforto do apartamento do pai por uma geográfica fuga, pela Espanha, Marrocos, Grécia. Uma viagem turbulenta pela Europa, em perfeita consonância com as emoções de Lili, que, no fundo, tem muito menos controle da situação do que pensa. Troca a imagem de garota bem comportada pela da vida que sempre quis ter, para o melhor e para o pior.

Inocente, e até mesmo interessante, embora um pequeno desconforto se insinue nas entrelinhas da descrição clássica de um road-movie.

A sessão do CIC estava quase vazia, uma dúzia de pessoas, bem menos do que em Conversação Angélica, talvez porque neste último o horário do Guia Floripa estava errado, apontando A Lula e A Baleia. Prenúncio de tragédia. Que se concretizou. Read more…

George Clooney: Boa Noite e Boa Sorte

15.03.2006 gilvas 1 comentário
poster

Difícil não exercitar a ironia na abertura de Good night and good luck. Surge o símbolo da Warner Brothers, e ele se desmancha para formar uma outra identidade visual derivada, e a imagem passa a preto e branco. Conceitualmente, inverte o vetor da independência cinematográfica, partindo do grande estúdio para o “cinema independente”. Tell the dummy, Sir, diria um certo comentarista esportivo.

Tirando o acesso inicial de bom-mocismo de Mr. Clooney, o filme mostra-se bem feito. A reprodução da rotina de um estúdio de tevê na década de 50 é meticulosa, e eu realmente amo P&B. Read more…

Meu Amigão, o Mau Humor.

28.02.2006 gilvas 4 comentários

espectadores típicos

Uma das minhas diretivas de vida se refere a algo como “não perder meu tempo chutando galinhas mortas do meu mau humor”. Entretanto, existem momentos em que acabo me distraindo com livros, pessoas, cidades, mato, fotografias, e me esqueço da sociedade imbecil em que vivo. Voltando do idílio, surpreendo-me mais uma vez com a estupidez deste mundo, e eis-me aqui desfiando novos veios de mau humor para o leitor incauto.

Cena Um: caminho sobre minhas plataformas pelas redondezas do Bar Ilhéu, epicentro da atividade dos blocos de sujo em Florianópolis. É tarde de sábado. Vejo pessoas vestidas com um mesmo tipo de camiseta, dotada de padrões excessivamente coloridos de estampa. Read more…

Curtis Hanson: Em Seu Lugar

Certas pretensses nunca enganam, se é que chegaram a existir. Se não foram apenas o delírio de alguns colunistas de segundo caderno. Aqueles que cismaram em dizer que havia algo para ser visto em In Her Shoes.

O problema básico de In Her Shoes é apenas um pequeno equívoco na classificação. Esta película deveria ser mantida longe das prateleiras dos dramas, e passada para a dos compactos de novela, se é que existe tal classificação. Com o estado atual do público de locadoras, tudo é possível.

In Your Place tem o mérito de ter recebido uma tradução decente para o título. E mais alguma coisa, que eu vou guardar para o final, para me defender de possíveis acusações de apenas pichar este filme. Read more…

Lima

05.05.2005 gilvas 6 comentários
O Lima Duarte nunca me impressionou. Digo isso sem maiores pruridos. Ele teve um trabalho em rádio, que eu desconheço, dado que deve ter ocorrido antes do evento do meu nascimento. Sim, o homem é velho. E eu também não teria escutado rádio, de modo que meu conhecimento dele só poderia vir dos folhetins da Rede Globo.

Se houve um desses folhetins que efetivamente impressionou o Brasil, foi Roque Santeiro. Estereotipada por todas as produções de cunho nordestino nos anos seguintes, a novela de Dias Gomes deve ser a única que qualquer brasileiro assumiria ter assistido. Provavelmente a única que alguém assistiu do começo ao fim; as outras capturam seus fãs, ou suas vítimas, pelo caminho, pela despretensão estúpida que representam.
Read more…

Algumas Considerações

23.03.2004 gilvas 3 comentários

O noticiário sempre me impressiona. Imagino que o restante da população já não sofra os seus efeitos frontalmente, como eu. Anestesiados, eles podem passar os olhos sobre as catástrofes dos diversos horários, como connoiseurs, como se tudo aquilo dissesse respeito a algo a que não se faz necessário tratamento imediato.

Quando posto-me diante de um telejornal, as agruras saltam-me, vivas, raivosas. E não me defendo; elas são objeto de uma contemplação, como se fossem uma descoberta de que um universo inteiro de eventos bizarros à minha casa. Read more…