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Posts Etiquetados ‘nostalgia’

Peter Docter: Up

06.10.2009 gilvas 2 comentários

Tive poucas experiências em cinema com recurso 3D. Especificamente, foram duas. A primeira se deu com a terceira parte de Era do Gelo, onde a franquia mostra que está perdendo fôlego: as repetidas citações e as repetitivas correrias, sem falar na excessiva exposição de Scrat, aproveitam-se das possibilidades da profundidade expandida para evitar o fato de que não há muitos caminhos por onde levar Sid, Diego e Manny.

Observando a turba presente na exibição, reparei que existe uma disparidade considerável entre a expectativa do freqüentador de cinema de xópis e o que o cinema tridimensional efetivamente entrega. As reclamações são explicitadas em diversos formatos, mas o conteúdo é o mesmo: as pessoas entram no cinema esperando mirabolantes sensações, com objetos do filme atravessando o espaço ao seu redor, uma espécie de mergulho ou imersão dentro da realidade virtual, e tudo que recebe é uma maior noção de profundidade, se comparada com a projeção convencional. Read more…

Ladyhawke

Magic, faixa de abertura do álbum homônimo do projeto neozelandês Ladyhawke, é fulminante. A mescla de guitarras e sintetizadores, enlaçando-se com as linhas eletrônicas da bateria e do baixo, concordam plenamente com o vocal de boa dose de personalidade. A temática é calcada no hedonismo noturno, de coeficiente elevado de diversão. A estrutura utilizada é aquela que as bandas oitentistas levaram tempo, tentando um tanto e errando muito, para estabelecer e otimizar. O resultado encontra paralelo conceitual no trabalho do She Wants Revenge, e um pouco menos no Gentle Touch. Read more…

Transformers

10.05.2005 gilvas 1 comentário
Optimus Prime

Oh, semana de lembranças. E não se trata de nostalgia; o mundo é que fica mandando sinais para que eu lembre do glorioso passado.

Desta vez foi na fila do almoço. Uma televisão ligada, passando Transformers. Diabos, eu adorava Transformers. Meus pais, felizmente, condicionavam um limite de horas diante da televisão aos domingos, e tínhamos de ser criteriosos. Precisávamos escolher com cuidado, e manter sempre uma alta relação de benefícios. Até porque, depois de assistir aos programas, iríamos criar nossas próprias versões deles no quintal de casa. Emulávamos com emoção episódios de Águia de Fogo e Os Gatões, nossos prediletos, nos dias de Sol, e fazíamos roteiros bizarros com Comandos em Ação e Transformers nos dias de chuva. Read more…

From the Past

03.10.2004 gilvas 1 comentário

Ontem lembrei de algumas partes da minha infância. Tínhamos um armário de madeira escura, dentro do qual ficavam guardados os livros didáticos que meus pais, professores, recebiam como amostra. As editoras mandavam estes livros para avaliação, pois os professores escolhiam os livros didáticos que a escola deveria adotar. Read more…

Verbete Comentado: Decadência

28.03.2004 gilvas 1 comentário

Decadência. [Doa lat. decadentia] S. f. 1. Estado daquilo ou daquele que decai.; aproximação do fim; decaimento, declínio: a decadência do império romano; decadência duma empresa. 2. Enfraquecimento, abatimento, empobrecimento: decadência das artes. 3. Estrago, corrução: decadência dos costumes. 4. Época em que alguma coisa decaiu ou se corrompeu: o latim da decadência.

Devia ter uma foto do programa do Didi neste verbete. Em minha rápida passagem pela frente da televisão, vi perdedores perto dos quais o Conrado pareceria uma sumidade humorística. Aliás, o Conrado eu vi na capa de uma G Magazine, vestido de mafioso, coisa de dois anos atrás, enquanto esperava minha namorada na rodoviária. E um segundo “aliás”, pois aquela banca continua ostentando aquele cartaz do guia de 142 posições sexuais em quadrinhos. Read more…

Sou caipira mesmo!

31.01.2004 gilvas 3 comentários

Antes de começar a escrever o que me dispus a escrever hoje, vou ressaltar que moro em Florianópolis, e que os fatos relatados neste texto possuem uma forte tendência a serem absolutamente reais. Entretanto, ninguém deve esperar que eu pudesse ter mandado minha verve romancista passear; aí seria pedir demais.

Sobre ser caipira.

Cresci num sítio na localidade de Marcílio Dias, e, diabos, diverti-me muito naqueles seis anos. Vacas, cavalos, galinhas, abelhas, um terreno enorme, muitas árvores, ranchos tenebrosos… Enfim, tudo que um garoto de imaginação fértil e pouca idade poderia desejar para ser feliz.

Aquele guri cresceu, e continua o mesmo caipira. Hoje passei o dia atracado no quintal, com minhocas, galinhas e muita grama, e eu sinto-me como se tivesse ainda meus seis anos. Read more…

Chuvas Antigas

11.01.2004 gilvas 1 comentário
Eu, preocupado?

Ao final desta tarde de domingo, a Natureza deu a mim, e a todos que estavam sintonizados, uma bela chuva. Uma chuva acompanhada de vento vindo do Sul, que animava os pingos com uma vida sobrenatural, e arremessava-os com uma fúria a qual não consigo dar adjetivos. Esquecendo estes últimos, apenas deixava-me atingir pelos primeiros, mergulhando num fluxo puro e único de ar e água.

Os pés, mergulhando em poças cheias de fragmentos de folhas, pequenos galhos, insetos em desespero e areia finíssima, aceitam as picadas das formigas que emergem junto aos pés de mandioca que fui salvar dos espaçosos capins que vicejam nestas instâncias de janeiro.

Os cabelos lavam-se de uma água que morre ao ser encanada. Dentro dos tubos, aprisionada, empurrada, escravizada, ela não pode mesmo reter a delícia que despeja sobre as cabeças dos felizes adeptos dos banhos de chuva. Read more…

Sobre estar escuro e bandas de lá.

A sensação de voltar a escrever depois destes dois dias amarrado à inevitabilidade da chegada da noite e sua conseqüente escuridão trazem uma perspectiva diferente às palavra. Não muito diferente, apenas diferente, sutilmente diferente.

Praticamente um cenário do filme do Batman!

Eu não posso deixar de colocar algumas palavras sobre os eventos que nos levaram a tal condição. O acidente, até onde sabemos, foi uma patuscada de dimensões apropriadas aos Três Patetas; não sei quantos deles havia embaixo da ponte naquele momento.

Surgiram hipóteses mirabolantes para que tentar escapar ao estigma de povo bagunçado.

Agentes islâmicos poderiam estar tentando sabotar nossa pacata Ilha, fato que só teria paralelo provocativo nas invasões espanholas de séculos atrás. Teriam chegado tarde, os tais guerrilheiros de turbante, pois a horda de argentinos que nos assola já é mais do que suficiente como amostra de terror. Read more…

O Intruso e a Poeira

30.09.2003 gilvas 2 comentários

Folhas

Meu primeiro Faulkner foi “O Intruso”, em um volume do Círculo do Livro, capa dura, que eu achei em um sebo, praticamente novo, por algum valor inferior a cinco pilas.

O título original, conforme mostra a figurinha aí em cima, é “Intruder in The Dust”, o que colocaria nosso intruso “na poeira”, se o desejo de literalidade abarcasse nossos sentidos de forma inevitável.

Contudo, gosto da despojada forma que o título toma em português. Extrapolando a noção de intrusão, Read more…