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Posts Etiquetados ‘samurai’

Pele Impressa

08.10.2009 gilvas 3 comentários

Martin Rossiter cantava, na primeira canção do segundo álbum do Gene, algo como a whole life led/with every minute spent/trying to feel things/no one has ever felt. Ou algo assim. Pode soar como a confissão de um adicto de drogas sintéticas ou o credo de um esportista radical dos mais chatos, mas eu leio estas linhas como um manifesto de busca dentro da vida. Tentar coisas diferentes, sentir coisas diferentes, se é que você me entende.

Minha busca é tímida, confesso. Não sou dado aos vôos soltos e inconseqüentes, e há alguma bibliografia mental sobre o assunto, algo que não vale a pena ser consultado neste momento. Assim, prossigo: não há grandes feitos ou passos imensos, e mesmo as desistências podem se enquadrar facilmente nas prateleiras da banalidade. Eu, por exemplo, desisti de ter uma tatuagem. Ou mesmo duas, talvez mais do que isso. Leia mais…

Sobre a Atenção

15.05.2009 gilvas 3 comentários

samurai

A parafernália imensa de regras e costumes de um samurai impressiona aos neófitos em cultura japonesa, e mesmo aos que a cultuam. Existem formas adequadas para entrar em salas e para sair delas, para servir o chá, para dispor os chinelos, para tratar com os superiores, para tratar com os inferiores, para se alimentar. Entre o nascimento e seu crepúsculo, o servidor de seu suserano estará rigidamente entabulado entre regras restritas e bem definidas. Leia mais…

Takashi Matsuoka: Bando de Pardais

05.05.2009 gilvas 1 comentário

Bando de pardais não é um livro que tenha sido feito para mudar sua vida, mas vai agradar em cheio aos fãs do Japão e de sua cultura. A época escolhida é excelente: o Japão já havia sido derrubado de sua isolação secular, e a classe dominante do país se debatia em convulsões diante de um panorama desolador. Enquanto alguns refletiam e reconsideravam sua existência, a massa nostálgica recrudescia seu regime, uma ironia com o moribundo. Leia mais…

Takeshi Kitano: Zatoichi

26.05.2005 gilvas 3 comentários
Blood

A naba de ver este filme é ter visto o anterior de Takeshi Kitano, Dolls, onde ele fugia ao seu tradicional gueto criativo. Onde Dolls privilegia sutileza e baixa velocidade, Zatoichi esbanja exagero e sangue. Aliás, convém ao espectador prevenido que vá ao cinema munido de uma boa bacia, pois algum choriço pode ser feito com o sangue que se derrama. Há, pelo menos quatro massacres com derramamento superior a vinte litros do alimento predileto do Conde Drácula. Leia mais…

O Gaudério e O Samurai

01.05.2004 gilvas 1 comentário

Gaudério

Certa feita, ouvi dizer da semelhança entre o hakama dos samurai e a bombacha dos tropeiros gaúchos. Dizia o texto, ou a pessoa, que ambas as calças serviam para montar a cavalo, assim como a calça do cowboy norte-americano. Não lembro onde ou quando foi isso, mas tal dado, correto ou não, ficou guardado em recônditos mentais meus até pouco tempo atrás, quando uma audição diferenciada de Deixando o Pago permitiu um insight, simples e compartilhável. Leia mais…

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Excerpto

10.07.2003 gilvas 2 comentários

George Guimarães escreveu um livro muito interessante, chamado “A Magia da Espada Japonesa”. Existe uma seqüência muito interessante nas páginas 101 e 102, que transcreverei. Trata-se de um texto interessante, que serve tanto para os praticantes de artes marciais, quanto para aqueles que apreciam a evolução de si mesmos. O estilo deixa a desejar, mas o conteúdo redime qualquer análise estética de minha parte.

(…) Nesta altura, parece-me oportuno dizer alguma coisa mais sobre um dojo. Todo mundo sabe que nesse recinto se praticam lutas japonesas. O que muita gente não sabe é da importância do que ali acontece, além da prática de lutas. Uma pessoa, durante sua vida, pode ser vacilante, imprudente ou ter outros pontos fracos em sua personalidade. É possível que, ao longo de sua vida, não descubra por si essas deficiências, só vindo a identificá-las quando é tarde demais, já então numa velhice cheia de lembranças de fracassos e desilusões. Num dojo, o lutador hesitante dará oportunidade ao oponente para uma bem-sucedida investida. O imprudente que inicia sua ação sem uma cuidadosa análise de seu adversário terá a surpresa de ver seu ataque interceptado. Alguém que aceite lutar sem ter conhecimento de seus pontos fracos, neles será atingido. E, em todos os casos, essas deficiências custarão aos desavisados, no mínimo, dores a eles infligidas pelos seus oponentes.

Aí reside o lado sublime do que um dojo pode fazer por cada um e que justifica os monges budistas chamarem esse recinto de “santa terra”. Ali, quando se erra, descobre-se logo. Na vida cotidiana, isso não acontece. O amor de quem nos quer bem impede, muitas vezes, que nos apontem nossos defeitos. A hipocrisia social, às vezes até com segundas intenções, desculpa nossas deficiências para delas se aproveitar. Enfim, no nosso dia-a-dia existem muitos modos de serem ocultados os nossos defeitos. Num dojo, isso não acontece; eles são flagrados na hora, desafiando-nos a corrigi-los se quisermos deixar de sofrer por causa deles. (…)

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