08.06.2003 Wander no Franck

Esta apresentação ganhou o bom augúrio da pouca expectativa; sempre tive alguma rejeição a músicos gaúchos que foram metidos a engraçadinhos em alguma fase de sua existência, e eu não esqueci a capa do disco do Wander com a distorção do retrato dele.

Mas o cara foi legal: tosco e direto, demonstrando a experiência que possui. As canções são simples, e os acordes triviais, mas tudo entoado com uma vontade que te faz esquecer que aquilo tudo já foi feito e refeito dezenas de vezes. Ele puxou duas versões que teriam corado artistas menos afeitos à jaguarice, e se deu muito bem. Destaques para aquela canção performática que termina em “xô”, e também para algumas das belas crônicas coxinhas que ele entoa com a distância de um escritor na outra mesa do bar.

Alguém, porém, tem de contar para o gaudério que este lance de “Sábio Irlandês” seria um paradoxo irreconciliável, caso materializado.

E Wander carrega o espírito punk do DIY com ele: impossível não pensar que você mesmo pode pegar a sua viola, e sentar num banquinho do Franck para fazer um som. Valeu, Wander!

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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