Roger Vadim: E Deus Criou a Mulher

deus, deus…

Vadim não precisaria seguir um roteiro, fazer montagens, ou mesmo dirigir seu filme; ele possuía Brigitte Bardot em seu elenco. E ela era a mulher. Além dos atributos fí­sicos, Bardot empresta à personagem um magnetismo mesmerizante, que justifica a classificação, de destruidora de homens, dada por Monsieur Carradine nas partes finais do filme. Segundo ele, “melhor ser Papai Noel do que palhaço”, justificando porque não tomou a deusa para si quando poderia tê-lo feito facilmente.

Todavia, assim como os anos não roubaram a beleza de Bardot neste filme, guardaram as sutilezas de um bom roteiro e de diálogos muito espertos, que transparecem uma análise despretensiosa da psique feminina. Há de notar-se também a bela fotografia, com alguns ângulos riquíssimos, e belas locações. O porém fica para as coreografias das lutas, que são engraçadas de tão ruins. Se fosse Bardot a lutar, eu não teria notado, claro, mas quem se dedica aos sopapos são os marmanjos peludos, de modo que retomo meu senso crítico nestas cenas específicas.

Fico admirado de conseguir analisar este filme; na prática, há apenas Brigitte Bardot, e ela é mais do que suficiente para torná-lo um clássico.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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Uma resposta para Roger Vadim: E Deus Criou a Mulher

  1. humberto mac disse:

    gente, nessa foto ela está a cara da Monique Evans!

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