Neil Gaiman: Stardust

Alguns disseram que a nova obra de Neil Gaiman estava aquém do patamar definido pelo genial autor de Sandman. E estavam certos. Gaiman chegou à sua maturidade, onde não despontam mais as surpresas de outrora. O que há agora é um autor soberbo, capaz de controlar o fluxo de sua pena.

Em Stardust, Gaiman demonstra, como se fosse necessário, sua arte de contador de histórias. A magia é um dos assuntos prediletos de Gaiman, e, como tal, permeia seus mundos criados.

A magia, segundo o inglês, flui do cotidiano, e está disponível para quem se dispõe a observa-la, compreende-la. Com esta história ocorre o mesmo. Gaiman segue sua linha narrativa, e suas noções dos mundos paralelos se juntam aos conhecimentos primordiais de histórias européias, e ao fim, temos um mosaico de micro-narrativas encantadoras, onde não falta sangue, romance, aventura, fantasia, dor e suspense. E tudo amarrado por um final que não poderia vir senão de um escritor com raízes no romance tradicional da Grã-Bretanha.

Histórias de aventuras, desde que eu li As Aventuras de Hucleberry Finn, sempre soaram para mim como ritos de passagem para a vida adulta. Em Stardust, é isso que temos, mais uma vez. Todavia, certos valores sutis se enxertam na trama de Gaiman, e a mais interessante mostra como o amor dificilmente está no lugar em que procuramos.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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3 respostas para Neil Gaiman: Stardust

  1. Pedro Mendes disse:

    Stardust é um dos meus preferidos, depois de lugar nenhum, pena que eu ví o filme antes de ler o livro porque o filme surpreendentemente é muito bom.

  2. Calíope disse:

    Discordo veementemente, dream hunters é magnífico, uma obra de arte, mas stardust é encantador, qualquer coisa q aquele inglesinho se disponha a fazer sai no mínimo ótima.

  3. lenore disse:

    Engraçado. Não gostei desse livro. Acho que o Gaiman perdeu a deixa de criar um ambiente fantástico usando palavras, transferindo essa incubência para o ilustrador, que, convenhamos, não correspondeu às expectativas.
    é por isso que Dream Hunters é melhor, as falhas da narrativa foram completamente sobrepostas ao impecável talento do pintor… Imperdível.

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