Divagações de Poliana

lhó lhó, um ventão mofando nash balaiash!!

O vento chegou. Estava tudo calmo, com uma daquelas chuvas que se desenrolam lentamente, como se fossem durar semanas. Subitamente, as árvores começaram a balançar suas folhas, com notável violência, e a ventania se instalou.

Esta percepção arremessou minha mente em algumas memórias de anos atrás. Lembrei de uma entrevista com os maquiados rapazes do Duran Duran.

Sempre preferi o Depeche Mode a eles nesta categoria, mas não posso negar a qualidade intrínseca de canções antigas como Save A Prayer, ou mais recentes, como Ordinary World. Independente das minhas predileções, o jornalista fez uma entrevista “diferente” com os rapazes cheios de pó-de-arroz, com algumas perguntas levemente desconcertantes.

Uma delas se dirigiu ao tecladista da banda, que possuía um nome de fantasia bem afrescalhado, daqueles que normalmente serve a mocinhos de seriado bobo de ação. E eu também não lembro qual foi exatamente a pergunta, mas era algo sobre qual o desejo que ele gostaria de realizar. Ele respondeu que “gostaria que alienígenas pousassem no quintal da casa dele”.

Indagado sobre a razão para tal pedido, uma vez que Simon Le Bon havia sido bem mais direto, dizendo que gostaria de ser um golfinho por ter ouvido falar que estes transavam onze vezes por dia, o tecladista respondeu que “convidaria os vizinhos para uma festa junto com os alienígenas, pois ele sempre quisera conhecer seus vizinhos”.

Calma, o furacão volta…

Blue Water

Prometeram um furacão, legítimo, com nome de mulher e tudo mais. É Santa Catarina entrando nos roteiros internacionais, recebendo turnês de furacões. Tudo bem que deve ser um furacão em fim de carreira, ou um iniciante com folga na agenda, mas é, para nós, uma coisa inédita!

Passando pelo asfalto, no caminho de casa, o vento estava previsto, e podia-se ler suas linhas na mão do clima. Visualizei um futuro imaginado, e casa destruídas, telhados levados, animais mortos; uma tragédia, com toda a contundência que o assunto pede. Minha casa seria atingida também, pois envolvo-me nas tragédias que crio.

Neste panorama dantesco, todos estariam na rua, e eu finalmente conheceria meus vizinhos. Assim como eu, eles precisariam de ajuda. E a destruição ajudaria em outros detalhes; o viveiro de pássaros estaria quebrado e aberto, a antena parabólica teria sido carregada por ventos misericordiosos, os celulares estariam quietos, e as televisães desativadas. Poderíamos conversar, e seria muito bom.

Numa variação do Morrissey em Everyday is like Sunday, eu cantaria “Come hurricane, Come hurricane, Come”. Mas acho que não rola.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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