Ken Park, Monstro Verde e EMBRATEL

Aviso: Este texto contêm palavrões à socapa, além de uma alta dose de embromação.

Vê um trocado aí moça.

Ken Park. Eu pensava que era uma das empresas do maridão da Barbie, aquela que monopoliza os estacionamentos e fornece flanelinhas no mundo encantado das bonecas que parecem a Ana Hickman, mas é, na realidade, o nome de um cara todo enferrujado e sorridente.

Ken Park

O que acontece com o Ken Park é apenas uma das coisas escrotas no filme do Larry Clark, que ganha, fácil, fácil, do escrotismo cabeçudo de Irreversible. Previsível. Franceses são muito estilosos, ficam pensando no conceito, imaginando quantas páginas de artigos intelectualóides de biquinho podem ser escritos sobre o cruel enrabamento da Mônica Bellucci. Americanos são bem mais naturais, uma câmera na mão e uma idéia de jerico na cabeça de baixo, e vamos lá!

O enferrujado Ken Park, cujo nome invertido era Crap Neck, parte para uma carreira subsolo logo no início do filme, e deve ter parecido, em algum momento, uma boa desculpa para o Larry Clark filmou a bobajada que vem logo depois.

O lance do nosso grande diretor é chocar, e ele não economiza esforços, mostra tudo o que pode e o que não pode também. Os closes em genitais são fichinha perto das situações que os “justificam” na telinha. Rola tudo: sexo grupo, pai religioso casando com a filha perdida, gurizão se dividindo entre mãe e filha, um punheteiro que usa jogos de tênis para se excitar e um método arrojado para executar, um pai tentando catar o filho com cara de mocinha, e por aí vai o desfile das deformidades que apenas uma sociedade careta e doente como a americana poderia gerar.

As atuações são bem verossímeis, mas isso não é crédito, pois os atores devem estar fazendo os papéis deles mesmos. Roteiro? Tem uns momentos em que o Larry Clark lembra deste artefato tão caro ao cinema, e resolve tentar dar uma linha na seqüência de cenas. O ápice, como seria de se esperar, é o final do filme, que Clark tenta amarrar com uma revisitação ao tema inicial. O resultado é pífio como o restante do filme, mas traz o alívio dos créditos.

Sinceramente, eu esperava sair do cinema com ódio, para poder descarregar algum momento de mau humor futuro, mas foi decepcionante. Se Ken Park provoca algum sentimento, é na cena em que o cara deita-se na cama, depois de matar os avós, usando a dentadura do avó no maxilar inferior. Plástico e hilário.

Mistério que atormentou-me durante as últimas duas semanas, resolvido graças ao Google e a algum babaca que se deu ao trabalho de disponibilizar a pérola em uma página da uébi.

O que é incrível, verde, que come pedras e vive a 50 metros abaixo da terra?

É o incrível monstro verde comedor de pedras.

O que acontece com uma pedra que eu jogo num buraco que vai daqui até o Japão?

Nada, o incrível monstro verde comedor de pedras come a pedra.

Impressionante.

Outdoor Infeliz da Semana: Ana Paula Arósio e sua versão Noiva do Chucky.

Vou ter pesadelos!

Diabos, quem é o responsável pela conta de publicidade da EMBRATEL? O nível de morbidez desta campanha só alcança paralelo naquela coisa horrorosa de uns anos atrás, aquela em que um bebê falava. As imagens, manipuladas por computador, são de arrepiar, coisa de Exu Bravo mesmo. Chuta que é macumba!

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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4 respostas para Ken Park, Monstro Verde e EMBRATEL

  1. Fabito disse:

    Estou pra dizer isso há tempo, mas sempre acabo esquecendo: esse trocadilho do Ken Park com a Barbie foi pavoroso!

    Abraço!

  2. mari disse:

    ate agora eu nao sei se é uma menina ou um menino aquela criança da propaganda da embratel…. 😦

  3. Fábio disse:

    Obrigado pelo resumo; agora vou fazer outra coisa em vez de ver o filme

  4. humberto - agora vc vai ter que responder à minha pesquisa disse:

    Também não gostei do ken park. O que acontece no filme? Nada. Tudo é absolutamente previsível. Os desvios de comportamento e o que eles vão provocar no filme são previsíveis na primeira cena de cada personagem.

    O filme é chato. Chato, chato, chato.

    A única coisa legal, pra mim, são as cenas de sexo do menino comendo a sogra e a do final, que eu achei romântica.

    A questão é que elas são legais, mas não boas o suficiente para salvar o filme. Que simplesmente não tem roteiro, como vc falou.

    Não tem nada a ver, mas eu acho, tá!

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