Stephen Frears: High Fidelity

in a good mood

Da série “filmes que eu já devia ter visto muito tempo atrás mas que só agora comprei em DVD”, apresentamos Alta Fidelidade, baseado no romance homônimo de Nick Hornby. Trocando em miúdos, uma comédia romântica retratando aquela fase do homem na qual ele toma consciência de que o tempo o está alcançando, e que é melhor ele escapar do clube dos velhos solteirões e azedos. Evento clássico, já observado in loco por este escriba: o casal briga feio com o objetivo simples e claro de provocar uma definição.

O que este filme apresenta de novo, então? A montagem esperta, com chamadas do narrador/protagonista, ao estilo de Ferris Buller no clássico oitentista Curtindo a Vida Adoidado. As boas sacadas do romance de Hornby, que puxam lembranças do senso comum através de referências pop. O protagonista Cusack, excelente, fazendo um perdedor que só é perdedor porque quer. Tipo, é fácil ser perdedor quando se é como Dick, o desmilingüido auxiliar na loja, mas Rob tem o perfil de um vencedor, como ele mesmo nota em diversas ocasiões ao longo do filme.

John Cusack é um bom ator com um péssimo costume, partilhado com Sean Connery: alternar filmes excelentes com verdadeiras bombas, o que não deixa de ser interessante, dada a possibilidade da surpresa. Este é um dos filmes excelentes.

Jack Black, infelizmente, é caricato demais, one trick pony; não chega a estragar, mas deixa o final do filme com uma cara muito feliz, o que não é o caso da adaptação brasileira no teatro, A Vida é Cheia de Som e Fúria, que possui um final bem mais ambíguo, mais apropriado.

Todavia, apenas o final derrapa. O restante do filme não se baseia apenas nas referências, e boas tiradas pipocam, intrínsecas ao roteiro. Se o livro for assim, a tal literatura pop tem chance comigo.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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3 respostas para Stephen Frears: High Fidelity

  1. Pingback: Adam Brooks: Três Vezes Amor « sinestesia

  2. Carol disse:

    Eu vi este filme sozinha na sala. Perfeito.
    Lembro-me da amargura latente do personagem…me angustiava…mas, sem dúvida, adorei.
    Beijos,

  3. Leandro disse:

    Olá!!!td bem?? É a 1a vez que entro no seu blog….o achei por algum grupo do yahoo que não lembro o nome….
    Me identifico muito com o personagem de John Cusack em Alta Fidelidade. O filme é muito bom…o livro, melhor ainda….
    Flw!!!

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