David Wolter: Eyrie

Quatro minutos. É o tempo que dura Eyrie, uma animação que recebi pelo meu g-reader hoje de manhã. o traço é vigoroso, e não se nota aquele ranço de animação computadorizada, ou seja, nada de gráficos 3D ou colorização brilhante. O lápis, ou algo equivalente, fica visível, como se fosse uma animação de tempos remotos, de menos recursos.
Salta à vista a economia de recursos. São poucos personagens, apenas o número mínimo para contar a história. A trilha fica no seu canto, reforçando sutilmente os detalhes e os pontos de inflexão. O roteiro, limpo e seco, fecha-se sobre si mesmo ao final. Sem truques, apenas uma boa história.

Pensei muito em meu pai ao ver este filme. Claro. Ele trata de um ritual de passagem, mas de uma forma peculiar, multifacetada. Não se trata apenas de um jovem sendo treinado, mas também de como ele passa a perceber seu papel e suas responsabilidades. E nada de referências pop, nada de puxar coisas de fora do universo retratado. Eyrie se alimenta apenas de suas lendas próprias, desenhadas em quatro míseros minutos. Lindos.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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2 respostas para David Wolter: Eyrie

  1. mafra disse:

    boníssimo!!! bonito mesmo, seu gilvas.

  2. Clara disse:

    Simples e belo…realmente o traço fica visível, mas isso deixa mais legal ainda, dá originalidade…
    Adorei a historinha!

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