O coletivo do Almeidinha

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Este não é um texto de dia dos namorados; este é um texto sobre almeidinhas.Almeidinha, dentre outros atributos pouco invejáveis, é o tipo de pessoa que possui capacidade ineficaz de perceber nexos científicos entre uma causa e um efeito. Pensa no Cacau Menezes. Pensou? Bingo.

O exemplo de hoje se refere ao assunto do momento. Que não é dia dos namorados. É sobre a greve de ônibus que acabou na madrugada. Acompanho, em redes sociais, comentários como “Apesar do retorno dos ônibus, tal trecho de avenida está engarrafado”. Ontem ouvi coisas do tipo “Ônibus só atrapalha mesmo, veja, o trânsito está fluindo melhor hoje”.

Néscios. Adoro a palavra “néscio”. Agradeço aos néscios de ontem e hoje e de amanhã por se manifestarem e permitirem que a motivação para este texto surgisse. Afinal, este texto é para vocês, quase-queridos néscios.

O ônibus transporta uma quantidade muito maior de pessoas em relação ao espaço que ocupa nas vias onde circula. Não é a melhor opção para o transporte urbano, mas ainda é bem superior ao carro. Além do menor espaço ocupado, deve ser considerado que a frota de ônibus pode ter sua circulação planejada, o que é inviável na opção predileta da classe média florianopolitana.

Desta forma, é estúpido pensar que a ausência dos ônibus, considerando que o mesmo número de pessoas terá de circular pelos mesmo trechos de sempre, irá tornar o trânsito melhor. Todavia, nota-se claramente que o trânsito, em regiões específicas da Trindade e do Itacorubi, melhora consideravelmente durante a greve de ônibus, por exemplo. Por que razão isto ocorre?

É simples. As regiões supracitadas apresentam trânsito sofrível porque abrigam duas universidades públicas de grande porte. Além da atividade econômica circundante e dos veículos dos professores e funcionários, os estacionamentos e as vias ficam entupidos com as viaturas de alunos egressos das fileiras abastadas da família brasileira.

Durante a greve de ônibus, é decretada, geralmente, anistia às faltas nas universidades. A moçada aproveita para praticar um halterocopismo no dia anterior, e manda uma banana para a graduação. Assim, as ruas ficam tranquilas, assim como a consciência do almeidinha, que pode circular feliz com seu i30, dando aquela buzinadinha marota para as menininhas na calçada.

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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