Gente demais

toomuch

O problema não é o ser humano em si. O problema é que tem gente demais. Tu olhas para os lados e não pára de sair gente. Considerando, polianescamente, que o ser humano tenda a ser educado ou educável, as bordas da distribuição estatística passam a ficar muito perto de ti. Em outras palavras, é quase inevitável ter um Joselito, o popular “sem-noção”, para azedar seu dia.

Exemplos, exemplos, que é para isso que eu vim aqui hoje.

Sala de maromba, final de tarde, lotação média, do tipo em que é possível fazer quase todos os exercícios na ordem, sem precisar negociar equipamento. Rapaz parrudo, mais para cheio do que para forte, usando regata colorida e demonstrando alguma pressa para ganhar massa muscular. Ele levanta os pesos, faz a sua série. Ao terminar, larga os pesos no chão, com, algum estrondo localizado. Do outro lado da sala, um rabugento acaricia sua úlcera. Porque diabos as pessoas não são cuidadosas? Se conseguem levantar um peso X, porque não o liberam suavemente no chão?

Ciclovia em frente ao Titri, fim de outra tarde, dias antes. Indivíduo parrudo, de novo. Não o mesmo. Nem lembro, mas devia estar de regata. Correndo na ciclovia. No meio da ciclovia. O ciclista se aproxima, esperando que o corredor perceba, e abra passagem. O ciclista percebe que o corredor usa fones de ouvido. Em alto volume. Cacilda, se é para correr num espaço onde é necessária extrema atenção, porque botar as porcarias dos fones? E correr é assim tão chato que tenha de colocar fone de ouvido? Se fosse na esteira, ainda entendo, mas na Beira-Mar?

E chega ao fim mais uma sessão de auto-exorcismo de potenciais azedumes estomacais. Boa noite a todos!

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Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
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2 respostas para Gente demais

  1. Na ciclovia, pode dar um tapa na nuca do cara e seguir o teu caminho. Acho que ele não vai mais correr desligado!

  2. mafra disse:

    pois é. pois é. pois é.

    (caetano veloso disse, tempos atrás, em uma entrevista, que havia canções demais no mundo – que isso nos fazia não dar atenção suficiente para as que realmente poderiam nos interessar… vale pra tudo, no final, né?!)

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