Dois filmes

Frozen-1024x1015

Algo me dizia para não assistir a Frozen, mas é difícil esquecer de tantos sábados felizes que me foram proporcionados pelas animações da Disney. Péssima ideia. O filme foi feito para crianças conforme o conceito que se tinha de crianças em 1973, ou seja, crianças são adultos pequenos e retardados. O roteiro é de uma previsibilidade escorchante, cabendo aqui os seus clichês prediletos sobre o assunto; gosto particularmente de “escrito por babuínos bêbados para ostras de QI prejudicado” ou “mais cheio de furos do que um queijo suíço que eu só vi na caixinha do Bon Gutter”. O alívio cômico é apresentado na forma de uma rena (quase escrevi alce) e de um boneco de neve animado por forças sobrenaturais. Confesso que ri com uma ou duas piadas do último, mas o primeiro só me fez pensar sobre escravidão animal. Com este filme a Disney conseguiu agregar não apenas uma, mas duas princesas magérrimas ao seu plantel; se isto não foi uma jogada de mestre, eu sou um mico de circo, até porque eu espero que sejam proibidos micos em circos no mundo todo. Sim, papais de classe média consumistas, preparem-se para levar as crias de novo àquela apresentação de patins no gelo. O filme termina, e eu fico pensando em porque não desisti logo após a primeira das canções muito chatas.

Dallas-Buyers-Club-Feature

Oscar é comigo mesmo. Dallas Buyers Club tem pelo menos duas pessoas magérrimas, mas apenas uma delas é uma princesa. Ou pensa que é, o que, em termos de cinema, dá quase na mesma. O filme é bom, o diretor é profissional, dosa bem a câmera balouçante de cinema pseudo-tosco com uma trilha convencional. Gostei do efeito do zunido da cabeça do protagonista sumindo com o “pop” do medicamento sendo aplicado, embora tenha me lembrado outro filme em que o Jared Leto (a) também está todo furado e (b) termina mal. Os dois magrões estão ótimos, quem diria que o Matthew Mcconaughey aprenderia a atuar? Deve ser o medo da obsolescência ou crise de meia-idade; ele estava bem em Mud, mas apenas porque a menina da Avon não contracenou direto com ele. Porque diabos ela foi aceitar este contrato? Será que paga bem? Falando em “quase estragar”, quem teve a ideia de colocar o George Constanza como juiz? Era para ser um momento intenso, mas eu não consegui entrar no clima. George, você estragou tudo. Isto abre um precedente para, digamos, o Fagundes interpretar um padre, o que é péssimo para minha percepção do que é certo e do que é errado. Aliás, porque eu me importo? A Jennifer Garner estava neste filme; ela foi uma opção bem mais arriscada do que o George como juiz, e não teve um passado tão divertido. Não, Elektra não é divertido, de nenhum ângulo que se assista.

Anúncios

Sobre gilvas

Pedante e decadente, ao seu dispor.
Esse post foi publicado em Cinema Gringo e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Dois filmes

  1. renatoturnes disse:

    1 – Não vi. Motivo: preguiça de cantoria da Disney. 2 – Achei ruim. Motivo: Erin Brockovich anoréxica.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s