O Imperfeito

Hoje eu participei de uma palestra bem legal com um facilitador de Pathwork. Ao pedalar de volta para casa, relembrei alguns pontos e relembrei também que ele, o facilitador, era imperfeito. Sorri. Continuar lendo

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Sobre fazer voltarem os livros

Tenho fetiche por livros em formato físico. Gosto de vê-los enfileirados em minhas prateleiras. Em algumas culturas, ou falta de, eu seria considerado um acumulador, digno de ter um episódio de um programa de televisão só para mostrar as bizarrices do meu estilo de vida. Perco-me em devaneios olhando para as lombadas colocadas lado a lado, lembro de trechos, lembro de onde comprei determinado livro, avalio como uma lombada combina com a sua vizinha, teço análises estatísticas sem embasamento, comparo as quantias presentes de um dado autor em comparação a de outro e por aí vai. Quase tudo é diversão quando se trata de meus livros, exceto a aterradora lembrança que me causa uma ausência. Continuar lendo

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Richard Matheson: Eu Sou a Lenda

Will Smith é um cara meio na linha do Dave Grohl: antenado e legal, mas qualquer nota. Os discos de Grohl podem ser classificados da mesma forma que os filmes de Smith. São divertidos, até geram alguma expectativa, mas no passar de algum a gente se esquece e eles se juntam a um amálgama indistinto em algum lugar que, hum, o que era mesmo?

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Neil Gaiman: O Livro do Cemitério

A maior parte das pessoas não sabe o que está fazendo. Não especificamente com sua vida sentimental ou suas coisas; as pessoas não sabem o que fazem no sentido amplo de sua existência. Elas normalmente nem conseguem entender o que está acontecendo. Existem graus para essa ignorância e graus para o quanto se percebe dessa ignorância. Entre os espaços escusos entre essas duas fronteiras difusas há uma gama gigante de cinzas mais ou menos encantadores, uns tantos lamentáveis, outros tantos potencialmente encantadores. Continuar lendo

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Victoria Sackville-West: Santa Joana D’Arc

2017 comendo solto e ainda ouço dizerem que a terra é plana. Parece que tem até clube de goiabões que acreditam nesta sandice. Alguns gregos já tinham sacado isso e demonstrado o conceito de várias formas, sendo a mais trivial, a meu ver, a do navio que se afasta do porto e vai sumindo a partir de sua base. Continuar lendo

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Thomas Piketty: O Capital no Século XXI

Foi dito que não há certezas além da morte e dos impostos. Eu não gosto de impostos. Se fosse para gostar provavelmente seria chamado de “tortinha de mirtilo”. Imposto não é para gostar, chama-se “imposto” porque, ora, é imposto pelo governo para pagar pelas estruturas que utilizamos em comum. Pensa na tua taxa de condomínio, é uma boa analogia. Continuar lendo

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Victor Hugo: Os Trabalhadores do Mar

hugotrabalhadores

Victor Hugo deveria dispensar apresentações, eu pensava. Eu estava errado. O escritor francês tinha uma cadeira de representação política no poder legislativo quando da ascensão de Napoleão III e teve de se refugiar em uma das ilhas do Canal da Mancha, a exemplo de vários outros oponentes do novo governante francês. Eu sempre havia enxergado Hugo como uma rara ocorrência de artista amplamente admirado em vida, não imaginava que ele houvesse passado por esta humilhante situação. Perceber isso deveria ser óbvia, dada a temática deste Trabalhadores do Mar, a qual foge totalmente ao universo urbano de seus outros dois grandes romances, Notre Dame de Paris e Os Miseráveis. Continuar lendo

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