Graham Greene: O Poder e A Glória

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O Poder e a Gloria se passa na época em que a revolução dos Camisas Vermelhas agitava o país. O mote principal é a perseguição que o governo empreendeu aos religiosos então. Como de praxe em Greene, a questão é analisada do ponto de vista mais humano e pessoal possível; as personagens são mostradas de rosto colado ao do leitor, é difícil escapar do confronto. Continuar lendo

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Assassinos do Bem

PIB

Sou uma pessoa de hábitos simples. Um deles é ler enquanto almoço. Preciso apenas de um pedaço de mesa e não me importo com os ruídos ao redor. Exceto quando estou cercado de idiotas, como foi o caso hoje. Sentaram ao meu lado, depois de eu já haver iniciado minha refeição, cinco exemplares do lamentável Perfeito Idiota Brasileiro (PIB). Camisas polo de marca daquelas que liquidam constantemente em Miami ou em qualquer outlet de subúrbio, semblante bem barbeado nos idiotas do sexo masculino, cabelos cortados ao estilo Almeidinha. Continuar lendo

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John Updike: Cidadezinhas

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Um dos clichês da idade avançada é a repetição. Minha querida avó paterna repetia as histórias logo após terminar de contá-las, talvez porque achasse que não tínhamos entendido ou simplesmente porque lhe apetecia contar aquela história, que ficava melhor a cada vez que era contada. Minha avó paterna não repetia histórias; Dona Frida tinha uma percepção diferente do tempo e neste ponto se diferenciava dos outros idosos que conheço. Continuar lendo

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Famintos e Furiosos

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Eu já pedi muita comida pelo telefone. Pizza, China in Box, japonesa daquela que tem câmera online mostrando o cara preparando seus enroladinhos, comida italiana, mais pizza, provavelmente pizza foi o que mais pedi pelo telefone. Eu não cheguei a rivalizar com os protagonistas de Big Bang Theory, mas uma vez por semana ou por mês, não guardo essas coisas, eu pedia rango pelo telefone. Continuar lendo

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A guerra de sempre

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Passei algumas semanas me horrorizando com o quão longe o ser humano pode ir quando se tratar de odiar. Foram algumas centenas de páginas de Niall Ferguson descrevendo e comentando o horror das guerras que atravessaram o século XX. A Ferguson não agrada a divisão estanque entre primeira e segunda guerra mundial; ele postula que um conjunto de conflitos se inicia junto com a decadência do ocidente, processo que se torna claro logo após a virada, ali por 1904. Dali em diante, a mesma guerra vem apenas mudando de máscara ao longo dos anos, matando populações diferentes ao longo do que eram os territórios dos impérios do século XIX. Qual a receita para uma guerra? Segundo Ferguson, três ingredientes: desacordos étnicos, instabilidade econômica e decadência de impérios. Continuar lendo

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Leonard Cohen: A Brincadeira Favorita

cohenbrincadeira

Há pelo duas linhas temporais alternativas em que Leonard Cohen não consegue publicar este que foi seu primeiro romance, escrito antes do cantor canadense se tornar a estrela que viria a ser. Continuar lendo

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Jöhann Jöhansson: Englabörn

Johann Johannson é um compositor erudito islandês. Continuar lendo

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