Roland Barthes: A Câmara Clara

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Barthes não é um cara fácil e isso não é novidade. A Câmara Clara é um ensaio sobre fotografia onde o filósfo se debruça sobre como esta se qualifica como arte. Devo ter captado metade do que o ultra-ilustrado Barthes registrou nessas quase cem páginas; mais umas três leituras e acho que consigo ter uma visão integral. Ou não. Provavelmente não. Continuar lendo

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Enrique Vila-Matas: Paris não tem Fim

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Paris não tem fim. Da mesma forma, não têm fim os romances que Vila-Matas vive com Paris neste volume e com a literatura no geral de sua obra. Tomando como ponto de partida o relato que Hemingway escreveu sobre a, provavelmente, mais querida cidade do planeta, o escritor espanhol desenvolve uma manta de retalhos onde se entrelaçam alta cultura, cinismo e a arte de flanar em direção a uma carreira improvável na literatura. Continuar lendo

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Niall Ferguson: A Grande Degeneração

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Por qualquer janela do mundo através de qual se olhe, a crise está ali espiando, insidiosa. O modelo de crescimento adotado pela maior parte das sociedades do planeta se apresenta esgotado. Niall Ferguson, historiador e economista, trata deste assunto neste livro chamado A Grande Degeneração. Ele consegue desenvolver bem a base do assunto, focando em fatos históricos e comparando sociedades atuais e do passado. A coisa degringola quando ele se propõe, com seu olhar limitado de liberal de centro-direita, a executar exercícios de futurismo. Continuar lendo

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Michel Houellebecq: Submissão

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O novo livro de Michel Houellebecq foi louvado pela sua editora como “o livro mais polêmico do ano”, onde “ano” é 2015, se é que isso é relevante. Amigos meus usaram palavras grandiosas ao se referirem a este romance. Seria enfim sua obra-prima? Continuar lendo

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Michael Sandel: Justiça

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O discurso dos botecos não raro desemboca em alguma variação da declaração libertária cujo conteúdo poderia ser resumido na frase “tudo é permitido desde que não esteja ferindo o direito dos outros”. Continuar lendo

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Como não exorcizar Donald Trump

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Michael Sandel, em seu soberbo Justiça, fala sobre quando algo certo ocorre pelas razões erradas. Eu já comentei no passado que José Serra, por exemplo, não ganhou nenhum pleito presidencial pelas razões erradas. Ele deveria perder por ser um crápula incompetente e aliado de uma corja de aproveitadores, mas ele efetivamente perde porque é feio e não tem nenhum carisma. Continuar lendo

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Uma fábula

separationHá muito em uma província mais do que distante, havia um país chamado Bracil. Como em uma matrioska, dentro deste país havia uma região chamada Cul. Dentro da região se acomodava, bem no centro, um estado chamado Canto Satarino. Continuar lendo

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