Haruki Murakami: Minha Querida Sputnik

Desde o princípio desconfiei que este romance do Murakami me deixaria cedo demais. Suas duzentas páginas, no entanto, são a duração perfeita ao que propõe o escritor japonês. Uma história de amor em sua camada externa, Minha Querida Sputnik em sua essência flagra o processo de auto-descoberta empreendido por seu protagonista. Ainda que possa ser […]

Joseph Heller: A Hora Final

A preguiça enseja o retorno do passado na forma de cacoetes. Isto é especialmente verdade quando se trata de Joseph Heller em A Hora Final. Ainda que eu não tenha lido Ardil 22, o livro pelo qual Heller é lembrado e do qual o volume atual é continuação, minha experiência com outros romances do autor […]

Arthur C. Clarke: A Cidade e As Estrelas

A Cidade e As Estrelas é um dos primeiros romances de Arthur C. Clarke. O escritor detalhista que estava por vir ainda tateava cuidadosamente o espaço em busca de perguntas válidas e respostas plausíveis. O cenário é adequado: a um bilhão de anos no futuro, a humanidade é um cadinho de imprevisibilidades que deixa o […]

Eduardo Giannetti: Felicidade

“Felicidade” é uma palavra popular. Rima com “saudade” em músicas de rádio. Faz saltarem imagens mentais de pandas abraçando crianças fofas. Ou propaganda de margarina. Sim, há quem evoque propaganda de margarina quando a palavra de gatilho é “felicidade”. Felicidade é algo que fatalmente vem à baila durante aquela conversa algo etílica que se tem […]

Mark Twain: The Adventures of Huckleberry Finn

Huckleberry Finn é um clássico da literatura norte-americana. A descrição da sociedade do sul dos Estados Unidos é consegue ser precisa ao mesmo tempo em que entretêm. Os tipos de Mark Twain são detalhados de forma prodigiosa, com especial cuidado para o sotaque característico de cada grupo social ou geográfico. O sotaque pesada que mais […]

Inhotim: Tentativa de Captura

O desafio, homérico, está em tentar descrever o que Inhotim causa em mim. Talvez seja mais fácil descrever o lugar: “um jardim imenso semeado de obras de arte contemporânea em galerias e a céu aberto”. Seria o suficiente para te convencer, crédulo leitor, a visitá-lo?

Andre Gide: Os Subterrâneos do Vaticano

Este Gide sofre da mesma moléstia que O Imoralista, uma infecção do romance romance novecentista que evoluiu paulatinamente, sem a inovação agressiva que só chegaria lá pela década de 20 do século assim numerado.