Chuck Palahniuk: Condenada & Maldita

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Fui matar meu jejum de Chuck Palahniuk anos após ter lido o obrigatório Clube da Luta e encontrei mais do mesmo. Isto é bom? Ainda não tenho certeza. Continuar lendo

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Enrique Vila-Matas: A Viagem Vertical

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Com Vila-Matas nada foi fácil. Continuar lendo

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Graham Greene: O Poder e A Glória

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O Poder e a Gloria se passa na época em que a revolução dos Camisas Vermelhas agitava o país. O mote principal é a perseguição que o governo empreendeu aos religiosos então. Como de praxe em Greene, a questão é analisada do ponto de vista mais humano e pessoal possível; as personagens são mostradas de rosto colado ao do leitor, é difícil escapar do confronto.

Embora os dilemas espirituais e religiosos tenham sido colocados na medida correta em outros romances de Greene, neste penso que ele errou um pouco a mão. Talvez eu pense assim porque não me apetecem os homens religiosos de qualquer matiz, talvez porque a cena da cela coletiva na prisão tenha sido realmente demais para a minha paciência. A trama discorre no tradicional modelo policial, com crescentes de tensão e clímax desolados onde a natureza humana revela seus absurdos quase comoventes.

Outro ponto que me incomodou foi a ambientação um tanto preguiçosa. É difícil para o leitor se localizar em cena, parece-me que quase o tempo eu estava em um palco de teatro, tamanha a artificialidade das descrições. Me ocorreu que talvez Greene não tenha tido tempo, em sua temporada no México, para se familiarizar o suficiente com os ambientes que retratou no livro, mas pode ter sido uma escolha estética duvidosa mesmo.

O que vale, enfim, são as personagens poderosas. O mau padre se balança constantemente em busca de uma redenção que é no mínimo duvidosa. O tenente, nêmesis do padre, em busca de sucesso e aprovação de si mesmo. O dentista, alterego do escritor, encalhado em uma cidadezinha minguante. A filha bastarda que nunca dará em nada. A menina empoderada que cuida da mãe doente e do pai sem noção. O mestiço que exala traição e inevitabilidade da tragédia. O casal de irmãos luteranos que segue tenazmente à margem. E, por fim, o assassino, o gringo, que surge como um cometa fugaz para finalizar uma trajetória em que nem mesmo o padre acredita. Um livro irregular, mas ainda uma diversão válida e honesta.

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Assassinos do Bem

PIB

Sou uma pessoa de hábitos simples. Um deles é ler enquanto almoço. Preciso apenas de um pedaço de mesa e não me importo com os ruídos ao redor. Exceto quando estou cercado de idiotas, como foi o caso hoje. Sentaram ao meu lado, depois de eu já haver iniciado minha refeição, cinco exemplares do lamentável Perfeito Idiota Brasileiro (PIB). Camisas polo de marca daquelas que liquidam constantemente em Miami ou em qualquer outlet de subúrbio, semblante bem barbeado nos idiotas do sexo masculino, cabelos cortados ao estilo Almeidinha. Continuar lendo

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John Updike: Cidadezinhas

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Um dos clichês da idade avançada é a repetição. Minha querida avó paterna repetia as histórias logo após terminar de contá-las, talvez porque achasse que não tínhamos entendido ou simplesmente porque lhe apetecia contar aquela história, que ficava melhor a cada vez que era contada. Minha avó paterna não repetia histórias; Dona Frida tinha uma percepção diferente do tempo e neste ponto se diferenciava dos outros idosos que conheço. Continuar lendo

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Famintos e Furiosos

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Eu já pedi muita comida pelo telefone. Pizza, China in Box, japonesa daquela que tem câmera online mostrando o cara preparando seus enroladinhos, comida italiana, mais pizza, provavelmente pizza foi o que mais pedi pelo telefone. Eu não cheguei a rivalizar com os protagonistas de Big Bang Theory, mas uma vez por semana ou por mês, não guardo essas coisas, eu pedia rango pelo telefone. Continuar lendo

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A guerra de sempre

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Passei algumas semanas me horrorizando com o quão longe o ser humano pode ir quando se tratar de odiar. Foram algumas centenas de páginas de Niall Ferguson descrevendo e comentando o horror das guerras que atravessaram o século XX. A Ferguson não agrada a divisão estanque entre primeira e segunda guerra mundial; ele postula que um conjunto de conflitos se inicia junto com a decadência do ocidente, processo que se torna claro logo após a virada, ali por 1904. Dali em diante, a mesma guerra vem apenas mudando de máscara ao longo dos anos, matando populações diferentes ao longo do que eram os territórios dos impérios do século XIX. Qual a receita para uma guerra? Segundo Ferguson, três ingredientes: desacordos étnicos, instabilidade econômica e decadência de impérios. Continuar lendo

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