Margaret Atwood: O Conto da Aia

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Eu não pretendo escrever uma resenha deste romance de Margaret Atwood. Há dezenas de resenhas nos mais diversos formatos. Eu não li as resenhas, mas não vejo razões para acreditar que eu poderia agregar algo quando tantos já escreveram sobre o cerne da obra. Manter-me-ei limitado a alguns aspectos periféricos, que, presumo, não tenham sido explorados. Se foram, bem, este parágrafo de introdução é inútil e você não perdeu mais do que alguns segundos lendo-o. Continuar lendo

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Goleman&Davidson: A Ciência da Meditação

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Meditação costumava ser um assunto associado a religiões descoladas e cheirando a incenso, o tipo de papo que seria ouvido numa baladinha da Lagoa e não em uma sala de aula de MBA na FGV. Hoje atenção plena, um tipo de meditação, é assunto de vários periódicos de gestão, e não raro há algum monge de alguma religião asiática ensinando executivos a serem mais produtivos.

Daniel Goleman ficou famoso por ter escrito Inteligência Emocional, sendo culpado por todos os títulos que pegaram carona no título de seu maior sucesso. Dá-lhe variações mais ou menos criativas usando Inteligência e Emocional, não raro com resultados desoladores. Richard Davidson é seu parceiro de estudos há algum tempo. Ambos são entusiastas da meditação desde quando isso significava ir à Índia e não apenas acessar um aplicativo fofinho num celular. Continuar lendo

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Zola Blood: Infinite Games

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De tempos em tempos retomo a busca de uma síntese de batidas dançantes introspectivas que me foram prometidas em momentos diversos das carreiras de New Order e Pet Shop Boys. Semana passada acabei tropeçando em Zola Blood, um grupo novo que me entregou o lindo Infinite Games. Continuar lendo

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Emily St. John Mandel: Estação Onze

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A premissa do romance Estação Onze não é das mais promissoras. De um lado, uma distopia de uma Terra levada à era pré-industrial por uma epidemia devastadora de gripe. De outro, uma trupe de artistas que persiste romanticamente em levar a arte para as parcas comunidades restantes. No meio do pacote, intrigas envolvendo os diversos casamentos de um ator de Hollywood e grupos de religiosos fanáticos que surgem em situações similares nos livros do Stephen King. Continuar lendo

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Oláfur

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Eu tenho um caso de amor pela música de Oláfur Arnalds. Eu não penso que ele seja sofisticado. Em alguns momentos chego a desconfiar que ele seja uma atualização de certas canções de supermercado. Pensamento que afasto em seguida. Aprendi que sentir é mais importante do que declarar. A música que ouço ainda é uma declaração do que sou; a diferença é que agora eu não preciso provar nada. Continuar lendo

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Nunca Mais

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O encerramento de um relacionamento tem seus subprodutos, seus resquícios, suas reminiscências. Um deles é aquela sensação recorrente, nos primeiros tempos do desenlace, de que poderia ter sido feito mais, conhecido mais, brincado mais. Há poemas sobre anciães que se lançam a essas reflexões sobre o tardio, muitos poemas de muitos anciães, tantas reflexões que apenas mostram que as trilhas a serem tomadas, durante a vida ou durante um relacionamento, são poucas, estreitas. A vida poderia ser vista como um relacionamento com a própria consciência. Num universo cuja imensidão nos escapa, nos aferramos à vida, tão rara e tão curta, como esta fosse a regra, e não a exceção. Continuar lendo

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Amartya Sen: Desenvolvimento como Liberdade

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O projeto de idiotização da população brasileira, que chega a uma definição clara com a instauração de uma teocracia movida a patetices truculentas sobre um cerne de neoliberalismo defasado, está nas ruas, clama pela atenção do brasileiro no primeiro executivo movido a redes sociais. Eleitores escolheram um incapaz baseados em mentiras e em sua própria incapacidade de interpretar textos e ideias, o que fica claro pela aclamação de projetos simplistas como o de Guedes, e, antes dele, de Amoêdo. Aceitar que não se entende lhufas de economia, eis um bom começo. Em seguida, ler Amartya Sen. Continuar lendo

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